Os ministros Nunes Marques e Dias Toffoli, do Superior Tribunal Federal (STF), declararam suspeição e não votarão o pedido do ministro André Mendonça para abertura de investigação contra o integrante da Corte Alexandre de Moraes pela troca de mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, conforme apontaram relatórios da Polícia Federal.
Nunes Marques, que é presidente do Superior Tribunal Eleitoral (TSE), declarou suspeição (quando há dúvida sobre parcialidade) por avaliar que impacto do caso Master nas eleições o torna suspeito para votar. Toffoli, por sua vez, afirmou que não votará por “coerência”.
Logo após a leitura da denúncia feita pelo presidente do STF, Edson Fachin, Nunes Marques pediu a palavra para um pronunciamento, onde negou que seu filho, o advogado Kevin de Carvalho Marques, tenha recebido pagamentos do Banco Master.
O pronunciamento do ministro é divulgação de mensagens que teriam sido trocadas por WhatsApp pelo banqueiro Daniel Vorcaro com Kevin e que indicam pagamento de R$ 500 mil ao advogado. A informação aparece em conversa de Vorcaro com o então diretor jurídico do Banco Master, Luiz Rennó, em julho de 2025.